Chega a uma altura,em que a minha visão do mundo muda completamente. Pronuncio as palavras com uma diferente intensidade, e oculto as que antes nem me passara pela cabeça esconder. Respiro um ar pesado, quase que sufoca, mas não sei se isso são as minhas cordas vocais ferrugentas com falta de uso, com tantas palavras detidas no momento de ação, presas entre elas, tornando difícil qualquer som quando o que eu quero mais, é expressar-me. Caminho no cimento humido,consigo ouvir as gotas de água a colidirem com o piso, e criarem pequenos rios que nem têm rumo, nem sentido, mas formam-se de qualquer maneira ou propósito. Sinto mesmo, que o vento já não sopra na mesma direção, que as folhas das arvores, não se movimentam com tanta prudencia como me acostumara a assistir. O céu é sempre o mesmo, quer dizer, só muda a sua composição e por vezes, a sua cor, mas ele está lá sempre,embora, goste mais de o apreciar á noite. Encanta-me ver as estrelas, gosto de imaginar que cada uma delas, são sonhos perdidos, sonhos apenas programados mentalmente mas que nunca foram feitos na prática.É interessante como o mundo está sempre em movimento, o mundo nunca pára de rodar, mas na nossa cabeça, há momentos em que o mundo pára, e por vezes, parece que caí mesmo diante de nós. E se a realidade for uma ilusão? Se o verdadeiro não é bom ou se o bonito não é aceite?
O destino tem muita força, tudo o que tem de acontecer... Irá acontecer, afinal, o mundo dá imensas voltas...não é? As palavras têm uma força incrível, talvez não consigam mover montanhas, mas provavelmente, mudam a distância a que cada pessoa está, conseguindo uma aproximação ou uma distância criada por palavras ditas em vão, com intenções vazias.Preciso de um rumo, talvez de um mapa... Mas penso que ninguém consegue decifrar o mapa que me leva até ao meu objetivo.Há aqueles momentos em que estou sob o chão, mas mesmo assim sinto que não tenho onde me apoiar, sinto-me á deriva, e talvez seja nesses momentos, que mais tenho os pés assentes na terra.
Palavras descartáveis
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
sábado, 15 de agosto de 2015
Escravidão do tempo
Sinto-me escrava das horas, parece que elas fazem pouco de mim ao relembrar-me que por mais esforço que eu deposite das distrações para me distanciar do quão lento o tempo está, o relógio não deixa de ficar cada vez mais incerto e a realizar cada movimento com a maior calma e longe da rapidez. Enquanto este episodio se repete, e tem tendencia a permanecer nessa rotina, tenho tempo suficiente para relembrar a minha vida inteira e ainda imaginar como eu gostaria que tivesse sido. Permaneço sentada, oiço os ponteiros a realizar cada um dos seus movimentos programados, parece que quanto mais atenta estou ao seu movimento e som, mais certo é o facto de que cada ponteiro girar a favor do meu desgaste emocional. Mais tempo passa, e mais longe o fim desde dia está.
Tenho tanto silencio ao meu redor que consigo ouvir a minha própria pulsação, consigo até senti-la no meu pulso que agora permanecera sob a madeira humida que mais está ao alcance. Reparo no ritmo da minha pulsação e comparo-a ao ritmo feito pelos ponteiros do importuno relógio. O meu ritmo cardíaco está muito mais avançado do que o som produzido por cada ponteiro enferrujado e vagaroso do relógio que eu descrevera antes. Parece que a minha freqüência cardíaca esta numa competição desgastante com a rotina feita pelos ponteiros que permanecem tanto tempo no mesmo sitio..Competição essa, em que os meus batimentos cardíacos se apresentam muito notavelmente avançados. Muitas vezes, nos tentamos viver ao máximo com a imprudência e medo de deixar tudo escapar, que nos esquecemos que não é o tempo que nos passa ao lado, somos nós que passamos ao lado da melhor maneira de o aproveitar. Parece que somos mentalmente perseguidos pelo tempo que cada um de nós tem, pelo tempo que até um determinado período, nos resta. Eu vivia sem pensar no desgaste do tempo, desrespeitava a natureza de tudo acontecer ao seu ritmo, Antes, gostaria que o tempo parasse e repousasse uns instantes, agora, desejo que ele avance para acabar com toda esta espera. Achava-me eu a dona do tempo, mas agora sou sua escrava.
Tenho tanto silencio ao meu redor que consigo ouvir a minha própria pulsação, consigo até senti-la no meu pulso que agora permanecera sob a madeira humida que mais está ao alcance. Reparo no ritmo da minha pulsação e comparo-a ao ritmo feito pelos ponteiros do importuno relógio. O meu ritmo cardíaco está muito mais avançado do que o som produzido por cada ponteiro enferrujado e vagaroso do relógio que eu descrevera antes. Parece que a minha freqüência cardíaca esta numa competição desgastante com a rotina feita pelos ponteiros que permanecem tanto tempo no mesmo sitio..Competição essa, em que os meus batimentos cardíacos se apresentam muito notavelmente avançados. Muitas vezes, nos tentamos viver ao máximo com a imprudência e medo de deixar tudo escapar, que nos esquecemos que não é o tempo que nos passa ao lado, somos nós que passamos ao lado da melhor maneira de o aproveitar. Parece que somos mentalmente perseguidos pelo tempo que cada um de nós tem, pelo tempo que até um determinado período, nos resta. Eu vivia sem pensar no desgaste do tempo, desrespeitava a natureza de tudo acontecer ao seu ritmo, Antes, gostaria que o tempo parasse e repousasse uns instantes, agora, desejo que ele avance para acabar com toda esta espera. Achava-me eu a dona do tempo, mas agora sou sua escrava.
A rotina de uma alma perdida
As minhas mãos vão perdendo a cor aos poucos, só consigo
avistar as veias, e até as sinto mais vivas do que a minha alma. Á medida que
os meus olhos olham em redor, vejo que o mundo está tão sem cor, não tem
alegria… e assim me pergunto, se é a visão real dele, ou se é a minha própria
visão do mundo. Caminho em frente, sem saber qual o destino, os passos vão
ficando mais curtos e incertos, olho para o ceu da noite escura, a calma está
por cada canto da cidade, reparo nas estrelas… A sua beleza encanta-me, não
lhes posso tocar mas consigo apreciar nada raio de luz que ilumina o céu desta
noite tão fria. Parece que a única coisa que me faz sentir viva é a melodia de
cada musica que está presente nos meus dias e sentir a brisa do vento a passar
cada parte do meu corpo, faz-me sentir de certa maneira livre, mas não me sinto
livre ao todo, como se eu tivesse presa dentro de mim mesma onde os pensamentos
parecem não ter fim e eu não encontro forças para encarar isso sozinha. Vejo-me
ao espelho e a minha imagem não reflecte o que antes me habituara a ver, já nem
emoção de encarar a vida se encontra nos meus olhos, cada parte do meu cabelo
cai sob a minha face, como se eu me tivesse a proteger de algo. A minha
respiração vai ficando lenta e incerta, olho mais uma vez em redor e é incrível
como tudo parece tão banal, nada muda… a vida continua sem cor, e eu continuo
sem paciência para lhe arranjar alguma cor que a alegre. Sinto a pulsação do
meu coração, e isso é a única coisa que me faz ver que estou viva, mas não dou
qualquer sinal da minha existência, porque por dentro sinto cada pedaço meu a
adormecer aos poucos, a minha alma está calma…como se já nem estivesse mais
vida. Limito-me a adormecer e acordar a pensar no mesmo, a abrir os olhos e
fecha-los, mesmo muitas vezes forçada, como se estivesse programada para tal,
porque nem para isso tenho motivação. Já é de dia, consigo avistar os raios de
sol a cair sob o chão húmido do meu quarto, consigo sentir os seus raios a
percorrer a minha face, mas nem o seu calor sou capaz de sentir, como se eu
fosse algo sem vida num mundo com tanto movimento, muito mais do que senti
nestes últimos dias. Vou continuar a limitar-me apenas a existir a cada dia,
dias esses que vão ser sem emoção, sem presença de qualquer sentimento, talvez
eu já tenha sentido demais e agora seja altura de um descanso. Os dias vão
perdendo os raios de sol e substitui-se por um céu imenso com estrelas, as
arvores vão perdendo folhas e até mesmo o canto dos pássaros, tudo no mundo se
perde, e acho que a pior coisa que eu já perdi, foi a mim mesma.
A habitual rotina
Esta é mais uma manhã igual ás outras, abro os olhos e sinto
a calma que me envolve e me faz querer permanecer por de baixo dos lençóis. Dou
por mim a ganhar coragem para começar um novo dia, mas nem coragem arranjo para
levantar o meu corpo da cama. Os meus olhos vão-se fechando por vontade
própria, mas a minha mente está bem acordada. A rotina vai-se repetindo todos
os dias, sei todas as noites que quando eu acordar na manhã seguinte, ao olhar
para a janela vou poder avistar os raios de sol, ou num outro caso, o dia
estará escuro como se o brilho se tivesse perdido algures.
Levo as minhas duas mãos até ao meu rosto, não sei como é
possível eu ter perdido tanta motivação para a vida, nem o facto de saber que
existe um novo dia amanhã me deixa esperança que alguma rotina se altere. Coloco
os meus pés no chão, sinto a mudança de temperatura a percorrer o meu corpo,
não consigo encontrar forças para elevar o meu corpo e conseguir dar os
primeiros passos deste dia. Não sei se o problema sou eu, ou os dias que são
tão banais e se repetem sempre da mesma maneira que me faz ficar completamente
indiferente perante eles. Faço uma leve pressão na cama com os meus dois braços
ao mesmo tempo, eles tremem… como se me tivessem a dizer que não vale a pena o
esforço ou então que não tenho forças para efectuar qualquer movimento com a
ajuda deles, ou com qualquer outro musculo do meu corpo.
Dou o meu habitual suspiro pela manhã, e como sempre, sinto-o
a juntar-se lentamente com o silêncio que neste momento está em meu redor, vai
desaparecendo a sua melodia, mas ainda sinto um alivio por o ter deixado ir,
como se ele fosse capaz de transportar os meus constrangimentos para longe daqui.
A minha voz falha cada vez que tento pronunciar uma palavra, talvez eu tenha
tanto por dizer, mas nunca arranjo maneira de o conseguir passar para alguém.
Vou caminhando pela casa, os meus olhos não apresentam qualquer sinal de que
esta noite foi bem passada, nem mesmo a minha cara, que parece estar mais
cansada e tem um ar pesado, como se todo o peso instalado no meu corpo antes,
tivesse apenas numa só área agora. Todas as manhãs, eu reflicto sobre a noite
que passei anteriormente, chego á conclusão que é quando sou mais vitima dos
meus próprios pensamentos e medos, é quando eles se tornam em algo tão real e
sem saída, a que dão ao nome de sonhos. Sei que quando não me lembro de sonhar
em alguma noite, era o sonho que se apresentava tão real que sinto como se
tivesse sido parte de algum dia que já passou e nem dei importância, afinal…
todos os dias têm sigo iguais, não apresento qualquer alegria ao olhar para
trás e pensar ‘’mais um dia se passou, amanhã existem novas oportunidades para
melhorar o anterior’’. Repete-se o mesmo todos os dias, como se algo neles
tivesse programado para começar e acabar da mesma maneira.
A cerca dos desafios que a vida me apresenta várias vezes,
tenho a dizer que me limito a ultrapassá-los e quando finalmente eles acabam,
apenas sinto que despachei mais um peso em mim mas que brevemente irá voltar e
então tudo ficará igual, tão banal.
Penso que o desafio mais difícil, é aquele que enfrento todos os dias ao
começar um novo dia, porque é um desafio que sinceramente não me fascina, e
cada vez que o enfrento, sei que deixei pelo caminho algo que me vai fazer
falta no dia seguinte. Tenho consciência que ao abrir os olhos todos os dias,
estou a abrir os olhos para uma realidade que não quero ver, ao notar num mundo
que nem fui eu que escolhi ser parte dele, mas mesmo assim tenho que viver
nele, ou pelo menos contribuir com a minha existência insignificante. O maior
desafio de todos, é desafiar-me todos os dias a mim mesma para conseguir
arranjar algo que me desperte qualquer sinal de vida, mas aí também encontro a
maior decepção, que é aperceber-me que talvez seja tarde demais para um pouco
de esperança em algo que já não tem onde se agarrar, algo que se limita a cair
lentamente e a seguir o seu rumo todos os dias, o mesmo rumo.
O pior cego é aquele que não quer ver
Como é suposto acordar e nem conseguir ver a luz do dia?
Como poderei viver sem ter a total visão de tudo o que se passa comigo? Ouvir o
som da chuva mas não conseguir ver cada gota a cair no chão e a escorregar
sobre ele, ter de reconhecer pessoas apenas pela voz e ter de viver com o facto
de as querer fazer sorrir mas nem o sorriso delas poder ver. Dizerem-me que
está um dia bonito e eu não o conseguir apreciar, estar imóvel em apenas um
sitio, sem saber que tipo de presença tenho comigo, não conseguir descrever
nunca mais a cor que avistei em reparar no céu sempre que levanto a cabeça ,com
a curiosidade de descobrir quais serão as cores presentes nele naquele
entardecer. Não me poderei sentir bonita, não vou conseguir ver o meu reflexo
no espelho, apenas vou reconhecer as pessoas a partir do tato e o pior é que
terei de depender muito delas para viver o meu dia a dia. Eu quero ver o mundo
como me acostumara antes, quero apreciar cada canto dele sem nunca me cansar,
mas não posso saber a estrutura dele, só o conteúdo…e apenas posso conhecê-lo
melhor a partir de sons e do meu tato, vou dar muita mais importância ao tom de
voz diferente de uma pessoa que eu gosto,do que ao facto de o sol não brilhar
tanto naquele dia como eu queria…mesmo que essa fosse a minha vontade, não
tenho a capacidade de ver tudo, parece que agora só poderei ver aquilo que me
permitem, e se eu me perder, terei de me encontrar sozinha. Tenho a noção que
faço longas caminhadas mas não consigo ver qual o caminho que estou a tomar,
posso até mesmo citar imensas palavras, mas não vejo o peso delas. Demoro muito
tempo a aceitar a realidade que está perante os meus olhos ou talvez o problema
seja eu não querer ver que tudo está tão diferente como eu desejara. Pelas
minhas palavras, as pessoas irão interpretar cada pedaço deste texto como perda
de visão, irão pensar que a pessoa que o escreveu, perdeu a visão e está a
reflectir sobre isso. Se pensam isso, estão correctos…eu considero-me cega
neste mundo, pois o pior cego é aquele que não quer ver .
Coloco as minhas mãos bem próximas uma da outra, é incrível
o facto de elas se encontrarem sempre geladas. Ponho o meu corpo em frente ao
espelho, êxito olhar em frente e reparar no meu reflexo actual. Num movimento
incerto, vou lentamente levantando a cabeça, de maneira a que os meus olhos
avistem a minha imagem presente no espelho. Aconteceu o que eu mais temia, era
disto que tinha medo, de olhar em frente e reparar que o meu reflexo já nem é o
mesmo. Cada vez que caminho, parece que automaticamente vou contando os passos dados,
pois sei que o ultimo aproxima-se rapidamente ,e reparo que á medida em que o
numero de movimentos realizados por eles vai aumentado, menos certezas tenho de
que rumo devo tomar e questiono-me se valerá a pena qualquer esforço meu para
me movimentar, seja para que sitio for , porque não me sinto pertencente a mais
lado nenhum. Já não sei onde pertenço, não sei mais quem sou ou quem eu desejo
ser. Sinto-me perdida e presa num pesadelo real que mesmo que eu queira
acordar, sei que é impossível pois apesar de eu não ter escolhido viver desta
maneira, vivo-me obrigada a tal e a receber as consequências de atos que nem
são da minha autoria. É como eu me sentir sozinha e ao mesmo tempo reparar em
tanta presença á minha volta, mas sinceramente, não me preenchem o vazio que
sinto no momento, e eu sei que qualquer coisa que eu obtenha no momento, me irá
escapar por entre os dedos mais rápido do que o vento a percorrer o meu corpo
nas noites mais frias, onde me sinto calma, mas ao mesmo tempo tenho uma
espécie de guerra dentro de mim. Preciso de encontrar o meu caminho de volta
para onde pertenço, mas enquanto isso não acontece, vou-me limitando a rejeitar
as rotinas presentes na minha vida, vou inspirar bem o ar na intenção de ele
sair e levar com ele tudo o que me impede de caminhar para onde me sinto segura.
O mundo precisa de tanto, e já nada tenho, sinto-me a navegar num completo mar
de inseguranças e o pior é que nem me movimento através de um barco, mas sim
pelo meu corpo e os movimentos dele, que já não são nada para além de incertos.
silêncio suficiente
Limito-me a sentar-me no chão frio e húmido que tenho ao meu
alcance neste momento. Existe um grande silêncio ao meu redor, consigo até
ouvir a minha respiração que vai ficando mais lenta, pois todo o meu corpo vai
ficando mais relaxado, mais calmo…como o ambiente em que me envolvo agora. O único
som que consigo reconhecer, é do relógio que se encontra apenas a uns passos de
mim, o som é repetitivo, torna-se previsível…previsível que cada um dos seus
ponteiros tenham rumo, que saibam onde será o próximo passo e isso apenas
mudará se assim lhes for solicitado. Os relógios marcam o avanço do tempo, ou
até a mudança dele. Mas eles são discretos, só sabemos que eles estão lá se os
conseguirmos avistar, ou se alguém tiver na minha posição agora…com a presença
do silêncio, apenas ouvindo o silêncio, e o barulho dos seus ponteiros se
misturarem lentamente com o ambiente calmo e sereno. Penso que a vida é mesmo
assim, é como um relógio. Tem rumo, e apenas muda se alguém fizer por isso.
Existem coisas que tão sempre presentes mas nós so damos conta quando não
existe mais nada á volta em forma de distração. É o que aconteceu agora, ainda
consigo ouvir os ponteiros do relógio a mudarem e eu nada posso fazer para os
parar, eles tão sempre em movimento e muitas vezes nem dou conta, e tal como se
diz por aí…perco a noção do tempo. Os ponteiros do relógio parecem seguir o
batimento do meu coração, eu pelo menos sinto-os em sintonia. Isso faz-me
pensar ainda mais que os relógios são a demonstração mais visível do que é a vida.
Enquanto os batimentos do meu coração conseguirem acompanhar o movimento dos
ponteiros, é sinal que ele está vivo, está presente e em completa sintonia com o mundo . O mesmo acontece com
os ponteiros, quando eles não tiverem no seu ritmo, o tempo pára, fica silêncio
e tudo será mais incerto. Será isto uma mera coincidência ? O nosso coração
conseguir acompanhar o movimento dos ponteiros, que nos mantêm actualizados do
tempo á nossa volta? e é quando um coração pára, que o tempo irá parar também,
ou então quando os que aqui restam, irão dar valor ao tempo em que estavam
presentes e não deram conta, talvez não tenham silêncio suficiente dentro deles
para reparar em tal.
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